4 em cada 10 craques da Seleção voltaram ao clube de origem diz pesquisa

4 em cada 10 craques da Seleção voltaram ao clube de origem diz pesquisa

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Pesquisa mostra jogadores da seleção brasileira desde 1929 que voltaram para os times que começaram, quantas vezes voltaram e como terminaram suas carreiras

⚽ De volta para casa: 4 em cada 10 craques da Seleção retornaram ao clube de origem

Com a confirmação de Neymar no Santos até o fim de 2025, um velho movimento volta aos holofotes: o retorno de grandes ídolos da Seleção Brasileira ao clube que os revelou. Um estudo da Brasil Apostas analisou 106 jogadores que vestiram a amarelinha desde 1930 e revelou que 42 deles retornaram ao time onde começaram a carreira profissional. A decisão não é só emocional — envolve identidade, legado e, muitas vezes, estratégia de carreira.


🧮 Os números do retorno

Entre os dados mais curiosos do levantamento:

  • 42 jogadores voltaram ao clube de origem
  • 9 retornaram mais de uma vez
  • Santos (12) e São Paulo (11) lideram em número de retornos
  • Edmundo (Vasco) voltou 4 vezes, enquanto Romário (Vasco) e Serginho Chulapa (Santos) retornaram 3

👑 Quem voltou? E por quê?

Thiago Silva e Neymar são os nomes recentes mais simbólicos. O zagueiro retornou ao Fluminense após quase duas décadas no futebol europeu. Já Neymar volta ao Santos, onde começou aos 17 anos, com o objetivo de jogar mais perto da família, da torcida e da história que ele mesmo construiu.

Outros ídolos que seguiram esse caminho incluem:

  • Robinho (Santos)
  • Kaká (São Paulo)
  • Renato Gaúcho (Grêmio)
  • Juninho Pernambucano (Vasco)

Nem todos, no entanto, encerraram a carreira onde começaram. Kaká, por exemplo, voltou ao São Paulo, mas se aposentou no Orlando City, enquanto Robinho terminou sua trajetória na Turquia.


🔙 Voltar nem sempre é se despedir

Embora a volta ao clube de origem seja vista como ato de amor, 18 dos 42 jogadores que retornaram acabaram se transferindo novamente antes da aposentadoria. Exemplos:

  • Hernanes (São Paulo → Sport)
  • Vampeta (Vitória → Grêmio Osasco)

Mesmo assim, 62 dos 106 jogadores analisados encerraram a carreira no Brasil, ainda que não necessariamente no time onde começaram.


🧠 Estratégia, afeto e legado

Muitos jogadores retornam movidos por sentimento de gratidão e pertencimento. Para nomes como Dunga (Internacional), Zé Roberto (Palmeiras), Raí (São Paulo) e Elano (Santos), voltar foi uma escolha emocional — uma espécie de fechamento de ciclo, mais afetivo do que competitivo.

Outros, como Romário, Zico e Roberto Dinamite, marcaram centenas de gols antes e depois do retorno, reforçando seu impacto tanto em campo quanto na memória afetiva do torcedor.


💬 Por que isso interessa?

A volta de craques ao clube de origem ressignifica o fim de carreira no futebol brasileiro. Num cenário cada vez mais globalizado e marcado por contratos milionários, ver ídolos como Thiago Silva e Neymar retornando ao ponto de partida fortalece a conexão entre jogador e torcida, além de reacender o orgulho local. É um lembrete de que raízes ainda importam no futebol — e que o fim pode ser também um novo começo.