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Em RAP

Pusha T revela treta com Def Jam por bloqueio de verso de Kendrick Lamar

por CRIAA · 7 de julho de 2025

🔥 “Foi um choque total.” É assim que Pusha T define sua reação ao descobrir que a gravadora Def Jam tentou barrar o verso de Kendrick Lamar em uma faixa do novo álbum do Clipse, Let God Sort Em Out. A música em questão, “Chains & Whips”, se tornou o epicentro de uma crise entre o duo e o selo — crise que terminou com a saída do Clipse da gravadora.


🎙️ Verso vetado, relação rompida

Em entrevista à Billboard, Pusha afirmou:

“Eu realmente fiquei chocado. Não havia nenhuma intenção negativa ao criar aquela música. Estávamos só fazendo o álbum, indo e voltando de Paris… Foi um choque completo perceber que a gravadora viu aquilo como motivo pra paralisar tudo.”

Segundo ele, a Def Jam pediu que Kendrick censurasse seu verso. Quando Pusha recusou, veio a segunda exigência: retirar a faixa do álbum. Após um mês de resistência, a gravadora decidiu romper o contrato com o Clipse — embora Pusha ainda tivesse vínculos solo com o selo.

“A solução deles foi simplesmente nos dispensar. Mas eu ainda tinha contrato solo… então dissemos: libere todo mundo ou nada feito.”


📀 Como Kendrick entrou no projeto

Pusha contou ao Spotify como o verso de Kendrick surgiu. A equipe de Lamar ouviu o álbum em uma sessão privada:

“Ele ligou rindo e disse: ‘Ok, vou entrar nessa. Quero fazer duas faixas.’ Tudo aconteceu na hora certa, do jeito certo.”

Os rumores de que o verso foi gravado recentemente foram desmentidos.

“As pessoas acharam que eu tava pegando os vocais em Boston. Nada disso. Já estavam prontos faz tempo.”


🧠 Por que isso importa?

Essa disputa revela as tensões entre criatividade artística e controle corporativo. O fato de uma gravadora tentar silenciar um dos maiores letristas do rap moderno escancara os limites impostos ao conteúdo lírico em tempos politicamente sensíveis. Mais do que uma questão contratual, é um alerta sobre o que se pode (ou não) dizer no microfone — e quem decide isso.

Clipse, Kendrick e Pusha escolheram não recuar. E com isso, reacendem o debate sobre a liberdade criativa no rap.

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