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Bad Bunny transforma Porto Rico no novo epicentro da cultura pop global

por CRIAA · 15 de agosto de 2025

đŸŸïž O Coliseo virou o novo Coachella

Enquanto festivais americanos ainda se equilibram entre o mainstream pop e tendĂȘncias da indĂșstria, o Coliseo de Puerto Rico virou um palco de reverĂȘncia cultural. Mas aqui, o headliner Ă© sĂł um: Bad Bunny. A cada noite da residĂȘncia “No Me Quiero Ir de Aquí”, Benito faz o impossĂ­vel parecer simples: mistura reggaeton com folclore local, viraliza um bordĂŁo e atrai de celebridades a turistas em massa — tudo sem sair de casa.

Na 15ÂȘ noite da temporada, quem surpreendeu a plateia foi PenĂ©lope Cruz, que ao lado do marido Javier Bardem, nĂŁo apenas assistiu ao show como subiu no palco para cantar o jĂĄ icĂŽnico “Acho PR es otra cosa”. Isso mesmo. Uma estrela do Oscar entoando um grito de orgulho porto-riquenho. Dias antes, Austin Butler, Anthony Ramos e o diretor Darren Aronofsky tambĂ©m marcaram presença, seguindo os passos de LeBron James e MbappĂ©, que jĂĄ atravessaram o oceano sĂł pra sentir o calor da ilha.


đŸ‡”đŸ‡· Porto Rico no centro do mundo

Em vez de começar sua turnĂȘ mundial pelos EUA — como qualquer grande artista faria — Bad Bunny fez o contrĂĄrio. Cancelou os shows no paĂ­s e colocou Porto Rico como destino obrigatĂłrio. Resultado:

  • HotĂ©is lotados com meses de antecedĂȘncia
  • Passagens esgotadas
  • Turismo em alta
  • Mais de US$ 200 milhĂ”es injetados na economia local

Tudo isso enquanto Benito transforma o “El Choli” em vitrine global e celebração cultural local, com participaçÔes de Young Miko, Jhayco, Pedro CapĂł, RaiNao, Toñita e Los Pleneros de la Cresta. A ilha pulsa no ritmo do seu artista mais revolucionĂĄrio.


💎 La Casita, o novo “Golden Circle” da fama

Quem tem acesso à La Casita, o camarote mais exclusivo da temporada, assiste ao show com vista privilegiada, rodeado de empresårios, artistas, estrelas de Hollywood e líderes culturais. Mas o espetåculo começa muito antes: nas ruas de San Juan, nos arredores do Coliseo e até nas praias, onde o burburinho de cada show ecoa em forma de celebração coletiva.

A residĂȘncia virou um evento midiĂĄtico recorrente, quase como uma premiação semanal do reggaeton. SĂł que aqui, o tapete vermelho Ă© coberto de suor, dança, ancestralidade, polĂ­tica e orgulho caribenho.


🌍 O mapa da cultura pop foi redesenhado

Enquanto muitos artistas tentam internacionalizar sua carreira mirando os EUA, Bad Bunny fez o oposto: fez o mundo olhar pra Porto Rico. Ele devolveu para sua ilha o protagonismo cultural, econĂŽmico e simbĂłlico, mostrando que nĂŁo Ă© preciso sair de casa para dominar o planeta.

Benito se recusou a ser apenas um popstar latino no mercado global. Ele quis — e conseguiu — reformular o eixo de poder cultural com base em identidade, territĂłrio e resistĂȘncia. E o que estamos assistindo no Coliseo Ă© uma aula pĂșblica sobre como se faz isso com ritmo, beleza e convicção.


🧭 Por que isso interessa?

Porque nĂŁo Ă© sĂł sobre mĂșsica: Ă© sobre geopolĂ­tica cultural. Bad Bunny estĂĄ invertendo os polos tradicionais de poder do showbiz, mostrando que a AmĂ©rica Latina, quando bem posicionada, pode ser o centro da festa, do dinheiro, da influĂȘncia e da criatividade global — sem pedir licença.

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