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O Peso do Swoosh: Mesmo em Ano de Queda, Nike Fatura o Dobro da Adidas e Domina o Mercado Esportivo Global

por CRIAA · 2 de janeiro de 2026

A Nike, maior potência de artigos esportivos do planeta, apresentou seus números referentes ao ano fiscal de 2025 e os dados revelam um cenário de transição. De acordo com a FactSet, a gigante americana registrou uma queda de 10% em suas receitas, totalizando US$ 46,3 bilhões (aproximadamente R$ 236,1 bilhões). O resultado reflete um recuo estratégico: a marca precisou lidar com um menor fluxo de consumidores em suas lojas diretas e adotar uma política agressiva de descontos para gerenciar estoques acumulados.

Essa pressão impactou a margem bruta, que caiu para 42,7%. No entanto, quando colocamos esses números em perspectiva com os rivais, a supremacia da Nike permanece incontestável. Mesmo em um ano de retração, a Nike fatura significativamente mais do que a soma de seus principais concorrentes globais.

1. A Comparação de Gigantes: O Abismo Financeiro

Para entender o domínio da Nike, basta olhar para o retrovisor. Enquanto a empresa de Beaverton faturou US$ 46,3 bilhões, seus perseguidores mais próximos ainda lutam para romper barreiras históricas:

  • Adidas: US$ 27,3 bilhões (R$ 139,2 bilhões)
  • Puma: US$ 10 bilhões (R$ 51,0 bilhões)
  • Under Armour: US$ 5,2 bilhões (R$ 26,5 bilhões)

Somadas, as três principais rivais alcançam US$ 42,5 bilhões — valor que ainda fica US$ 3,8 bilhões abaixo do faturamento “em queda” da Nike. Se compararmos com marcas como Skechers, New Balance e Columbia, a Nike sozinha fatura mais que o dobro do faturamento combinado de todas elas.

2. Os Desafios de 2025: Estoque e Comportamento de Consumo

A queda na receita não foi um erro de produto, mas um ajuste de canal. A Nike investiu pesado nos últimos anos em sua operação direta (Nike Direct), mas o consumidor de 2025 mostrou-se mais cauteloso e sensível a preço. Isso forçou a marca a aumentar as promoções, o que corrói a margem, mas limpa as prateleiras para as novas coleções de 2026.

Além disso, a mudança na composição dos canais de venda indicou que os parceiros varejistas continuam sendo vitais para o alcance global da marca, algo que a Nike está voltando a priorizar em seu novo planejamento estratégico.

3. Projeções para 2026: A Retomada do Crescimento

Para o novo ano fiscal, a estratégia é de realinhamento. A Nike planeja fortalecer as relações com parceiros estratégicos e reequilibrar seu portfólio de produtos, focando em inovações de performance que justifiquem o valor premium. A meta é clara: retomar o crescimento de dois dígitos e estabilizar as margens brutas.

A força da marca permanece seu maior ativo. Com a Copa do Mundo de 2026 no horizonte e investimentos pesados em tecnologia têxtil, a Nike se prepara para transformar os aprendizados de 2025 em uma nova fase de expansão agressiva.

Conclusão: Líder Mesmo Sob Pressão

Os números de 2025 servem de alerta para a Nike, mas também de demonstração de força. Nenhuma outra empresa do setor possui o fôlego financeiro para absorver uma queda de 10% e ainda assim manter uma distância tão confortável do segundo colocado. O Swoosh continua sendo o padrão ouro do mercado e, ao que tudo indica, 2026 será o ano em que a gigante voltará a correr em velocidade máxima.

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