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Arquitetura do Luxo: Pharrell Williams une Louis Vuitton, NOT A HOTEL e Lançamentos Musicais em Paris

por CRIAA · 21 de janeiro de 2026

Pharrell Williams acaba de elevar o conceito de “experiência imersiva” a um novo patamar na Paris Fashion Week. Para o desfile masculino Louis Vuitton Fall/Winter 2026, o diretor criativo não se limitou às roupas; ele construiu um ecossistema. Em colaboração com o inovador estúdio japonês NOT A HOTEL, Pharrell instalou nos jardins da Fondation Louis Vuitton a DROPHAUS, uma residência pré-fabricada de vidro que serviu de cenário para a coleção de mobiliário sob medida HOMEWORK.

O evento marcou uma guinada na estética de Williams dentro da maison, trocando o espetáculo monumental por uma “serenidade industrial” focada no conforto doméstico, no savoir-faire e na utilidade humana.

1. HOMEWORK: O Design da Imperfeição

A coleção de móveis apresentada dentro da DROPHAUS foi concebida sob a filosofia dos “dez por cento de imperfeição”. Pharrell buscou formas sutilmente irregulares para criar um ambiente que parecesse vivido e humano, fugindo da rigidez das convenções arquitetônicas. O espaço foi equipado com curadoria de alto nível, incluindo peças de Paulin Paulin e sistemas de som Devon Ojas, reforçando que, para a LV em 2026, o luxo é uma experiência multissensorial que começa dentro de casa.

2. A Alfaiataria do Dia a Dia

Na passarela, a coleção FW26 reafirmou a tendência do “terno e gravata”, mas com a assinatura informal e utilitária de Pharrell. A paleta de tons terrosos — nudes, verdes profundos e cáquis — dominou silhuetas descomplicadas.

  • Destaques: Costumes de abotoamento duplo, blazers de couro precisos e as opulentas jaquetas bomber em couro de crocodilo.
  • Workwear de Luxo: O foco saiu do denim pesado para calças de corte impecável e peças que enfatizam o detalhe “invisível”, priorizando a alma silenciosa da peça em detrimento dos logos ostensivos.

3. Um Estúdio de Som na Passarela

Fiel às suas raízes, Pharrell transformou o desfile em uma poderosa plataforma de lançamentos musicais. Todas as faixas foram produzidas internamente na sede da Louis Vuitton, criando um blueprint onde a casa de moda também funciona como gravadora. O público presenciou premières mundiais de A$AP Rocky, John Legend e Quavo.

Um dos momentos mais comentados foi a estreia da colaboração entre Jackson Wang e Pusha T, intitulada “Sex God”. A conexão com a música foi tão profunda que o próprio Pusha T e o artista BamBam cruzaram a passarela como modelos, enquanto a fila A contava com nomes como Callum Turner e Joe Keery.

Conclusão: O Laboratório Vivo da LV

Com a coleção FW26, Pharrell Williams prova que sua visão para a Louis Vuitton é holística. Ao unir design de produto, arquitetura pré-fabricada e curadoria musical de elite, ele transforma a marca em um laboratório vivo. Não se trata apenas de vestir o homem contemporâneo, mas de desenhar o ambiente e a trilha sonora em que ele habita. O futuro da moda, sob o olhar de Pharrell, é um diálogo constante entre a função técnica e a sensibilidade artística.

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