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Anatomia do Gênio: Louisiana Museum Inaugura “Headstrong”, Focada nas Cabeças de Basquiat

por CRIAA · 30 de janeiro de 2026

Para Jean-Michel Basquiat, pintar uma cabeça nunca foi apenas sobre retratar um rosto. Quando questionado aos 22 anos sobre como iniciava uma obra, sua resposta foi cirúrgica: “Acho que eu começaria por uma cabeça”. Essa obsessão, agora tema central da exposição “Headstrong” na Dinamarca, tem raízes profundas em um acidente de carro que o artista sofreu aos sete anos. Durante sua recuperação, ele ganhou da mãe um exemplar de Gray’s Anatomy, livro que se tornaria seu guia perpétuo para entender o que há sob a superfície da pele.

Em cartaz de 30 de janeiro a 17 de maio, a mostra no Louisiana Museum of Modern Art foca no período mais prolífico do artista (1981-1983), onde a experimentação atingiu seu ápice.

1. O Mapa das Emoções

As obras selecionadas para “Headstrong” oscilam entre o caricatural, o abstrato e o puramente anatômico. Mais do que estudos de crânios, essas pinturas são mapas da psique humana. Basquiat utilizava a cabeça como um espaço de disputa para investigar a tensão entre a identidade externa e o turbilhão emocional interno. A exposição traça um espectro que vai da invisibilidade social ao impacto esmagador de sua própria ascensão ao estrelato no mundo das artes.

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