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Em RAP

Voz da Periferia: Ebony representa o Hip-Hop em lançamento de pacto contra o feminicídio no Planalto

por CRIAA · 5 de fevereiro de 2026

A cultura urbana brasileira subiu a rampa do Palácio do Planalto nesta quarta-feira (04) por uma causa urgente. A rapper Ebony, uma das vozes mais potentes da nova geração, participou da cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, evento que contou com a presença do presidente Lula e autoridades dos Três Poderes.

1. Representatividade na Baixada ao Planalto

Convidada para dar voz à periferia e às mulheres negras, Ebony transformou sua presença em um manifesto.

  • O Recado: “O feminicídio nada mais é do que o último estágio de um problema que começa na criação dos meninos”, disparou a artista, conectando a base da educação com a violência extrema.
  • A Classe no Debate: Como mulher negra da Baixada Fluminense, ela reforçou que o Hip-Hop, como gênero de revolução, não poderia estar ausente de uma discussão que atravessa diretamente a vida de suas ouvintes.

2. O Pacto Nacional

O evento marcou o início de uma integração de políticas públicas para conter a violência contra as mulheres.

  • Ações: O plano prevê melhorar a resposta de proteção, o atendimento às vítimas e fortalecer as ações preventivas em longo prazo.
  • Mobilização: A presença de uma artista do Rap em um espaço institucional tão rígido simboliza uma abertura necessária do poder público para escutar quem vive a realidade das ruas e da misoginia cotidiana.

3. A Dimensão Cultural do Protesto

Para Ebony, estar em Brasília foi mais do que um convite oficial; foi um ato de ocupação. Ao levar a perspectiva do Hip-Hop para o centro do governo, ela reafirma o papel social do movimento: não apenas entreter, mas pautar medidas efetivas para a construção de uma sociedade mais segura.

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