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Hugo Souza sofre racismo após noite histórica

por CRIAA · 23 de fevereiro de 2026
  • O Jogo: Corinthians avança à semifinal do Paulistão 2026 após bater a Portuguesa nos pênaltis neste domingo (22).
  • O Protagonista: Hugo Souza defendeu três cobranças (uma no tempo normal, duas nas penalidades) e chegou à marca histórica de 14 pênaltis defendidos pelo clube.
  • O Crime: Torcedores da Lusa atacaram o goleiro com insultos racistas, chamando-o de “piolhento”.
  • O Cenário: O caso evidencia a perseguição e a cobrança desproporcional que goleiros negros ainda enfrentam no futebol brasileiro.

🧤 O Paredão do Canindé

Dentro das quatro linhas, Hugo Souza entregou a vida. O camisa 1 segurou a onda no tempo normal (que terminou em 1 a 1) com direito a pênalti defendido, e depois brilhou de novo nas penalidades máximas. Com as três defesas da noite, ele se isolou como o terceiro goleiro com mais pênaltis defendidos na história do Corinthians, atrás apenas de gigantes como Cássio e Ronaldo. Era para ser o momento de consagração absoluta do “Neneca”.

🚨 O Crime Disfarçado de “Provocação”

A festa alvinegra, no entanto, foi manchada pela covardia na arquibancada. Torcedores da Portuguesa direcionaram ataques de cunho racista contra Hugo, utilizando o termo “piolhento”, “corta este cabelo”, “Favelado”… para tentar ofender o atleta através de suas características físicas e seu cabelo. Isso não é “provocação de arquibancada”, é racismo estrutural escancarado. Tentar desestabilizar e diminuir um homem negro exatamente no momento em que ele é o herói do jogo é a tática mais suja do preconceito.

✊🏾 A Régua Cruel e a Resposta Exigida

O próprio Hugo já havia falado abertamente sobre como a cobrança em cima de goleiros negros no Brasil é infinitamente mais pesada. A régua é outra: qualquer erro vira perseguição, e, quando o sucesso vem, ele incomoda a ponto de gerar xingamentos racistas. O cenário do futebol brasileiro em 2026 não suporta mais apenas notas de repúdio no dia seguinte. O crime está documentado, as ofensas foram ouvidas, e a Federação Paulista precisa garantir que as arquibancadas do Canindé — e os indivíduos envolvidos — sejam devidamente punidos.

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