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Homem é condenado por usar IA e bots para gerar US$ 8 milhões em royalties falsos no streaming

por CRIAA · 22 de março de 2026

🤖 Fraude bilionária no streaming

Um caso inédito envolvendo inteligência artificial, música e fraude digital chamou atenção da indústria musical mundial.

O americano Michael Smith, de 54 anos, morador de Cornelius, na Carolina do Norte, admitiu ter comandado um esquema que usava IA e bots automatizados para gerar bilhões de streams falsos em plataformas de música.

Com a operação, Smith conseguiu arrecadar mais de 8 milhões de dólares em royalties pagos por serviços como Spotify, Apple Music, Amazon Music e YouTube Music.


🎧 Como o esquema funcionava

Segundo promotores federais dos Estados Unidos, Smith utilizou inteligência artificial para criar centenas de milhares de músicas.

Depois disso, ele subiu esse enorme catálogo para diversas plataformas de streaming.

A próxima etapa foi manipular o sistema.

Ele criou milhares de contas falsas (bots) e utilizou softwares automatizados para reproduzir suas próprias músicas continuamente, 24 horas por dia.

O objetivo era simples: aumentar artificialmente o número de execuções.


📊 Bilhões de streams falsos

Para evitar que os sistemas antifraude detectassem o esquema, Smith adotou uma estratégia específica.

Em vez de concentrar as reproduções em poucas músicas, ele espalhou os streams entre centenas de milhares de faixas diferentes.

Essa tática ajudou a mascarar o comportamento artificial.

As investigações apontam que:

📈 os streams falsos chegaram a bilhões de reproduções
📉 o esquema gerava cerca de 660 mil plays falsos por dia
💰 o faturamento chegava a US$ 1,2 milhão por ano


💸 Como ele ganhava dinheiro

Os serviços de streaming funcionam com um sistema de pool de receitas compartilhado.

Isso significa que toda a renda gerada pelas plataformas é dividida entre artistas, compositores e detentores de direitos com base no número de reproduções das músicas.

Ao gerar bilhões de plays falsos, Smith conseguiu desviar dinheiro desse fundo coletivo, que normalmente seria distribuído para artistas reais.

Segundo o procurador federal Jay Clayton, o impacto foi direto para a indústria.

“Embora as músicas e os ouvintes fossem falsos, os milhões de dólares roubados eram reais.”


⚖️ Confissão e julgamento

Michael Smith se declarou culpado de conspiração para cometer fraude eletrônica perante o tribunal federal de Nova York.

Como parte do acordo judicial, ele concordou em devolver US$ 8.091.843,64 obtidos com o esquema.

A pena máxima para esse tipo de crime pode chegar a cinco anos de prisão.

A sentença está marcada para 29 de julho de 2026.


🚨 Um alerta para a indústria musical

O caso se tornou uma das primeiras grandes investigações criminais envolvendo fraude de streaming com inteligência artificial.

Autoridades federais afirmam que o episódio revela um novo desafio para a indústria musical: a facilidade de criar música artificial e audiência artificial ao mesmo tempo.

O crescimento das ferramentas de IA pode exigir novas formas de fiscalização para evitar que o sistema de royalties seja explorado.


Por que isso interessa?

O streaming mudou completamente a forma como artistas ganham dinheiro com música. Mas o caso mostra que o mesmo sistema que permite distribuição global também pode ser manipulado.

Fraudes envolvendo IA e bots podem afetar diretamente os pagamentos de artistas reais, tornando esse um dos grandes debates da indústria musical nos próximos anos.

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