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Em RAP

Rashid lança “CUMULONIMBUS”, novo álbum de estúdio

por CRIAA · 11 de agosto de 2026

Novo álbum do rapper reúne 15 faixas e participações de Emicida, Projota, Luedji Luna, Kamau, Rael e outros nomes da cultura Hip Hop.

Com duas décadas de trajetória na cultura Hip Hop, Rashid lança “CUMULONIMBUS”, seu novo álbum de estúdio. O projeto chega às plataformas digitais com 15 faixas e revisita os elementos que fizeram o rapper se apaixonar pelo rap.

O disco parte de uma pergunta central: “O que fez você se apaixonar pelo rap?”. A partir dela, Rashid reconstrói memórias, referências e sentimentos ligados ao movimento, não como uma tentativa de reproduzir o passado, mas como uma forma de manter viva a energia que transformou sua própria trajetória.

“CUMULONIMBUS” reúne beats, rimas, colagens, samples e diferentes símbolos que fazem parte da formação do Hip Hop. O trabalho também amplia o diálogo do artista com nomes que atravessam diferentes gerações e vertentes da música brasileira.

Participações conectam diferentes gerações

O álbum conta com participações de Emicida, Projota, Luedji Luna, Kamau, Rael, Paula Lima, MC Neguinho do Kaxeta, Jota Ghetto, Slim Rimografia e Flavia K.

A escolha dos convidados reforça a proposta de Rashid de construir um disco coletivo, conectado à história do rap brasileiro e às transformações pelas quais a cultura passou ao longo dos anos.

Cada participação acrescenta uma perspectiva ao projeto e amplia a narrativa construída pelo rapper. As colaborações também funcionam como pontos de encontro entre experiências, linguagens e momentos diferentes da cena.

Um álbum sobre memória e transformação

Antes dos palcos, das certificações e dos milhões de reproduções, Rashid era um jovem que encontrou no Hip Hop uma linguagem, um espaço de pertencimento e a possibilidade de imaginar outros futuros.

Em “CUMULONIMBUS”, o artista retorna a esse momento inicial para refletir sobre como o rap transformou sua vida — e como ele próprio também foi transformado pelo movimento.

O álbum mantém uma relação direta com a tradição dos grandes cronistas do rap brasileiro. As rimas funcionam como registros de uma época, enquanto as músicas propõem reflexões sobre cultura, identidade, experiência e responsabilidade.

“Esse disco é também para lembrar que a nossa cultura não nasceu para ser apenas um produto, ela nasceu para mudar vidas”, afirma Rashid.

O significado de “CUMULONIMBUS”

O título do álbum faz referência às nuvens cumulonimbus, formadas pelo acúmulo de energia e associadas à chegada de grandes tempestades.

A metáfora representa as inquietações, memórias e reflexões acumuladas por Rashid ao longo de sua relação com o rap. No disco, essa energia encontra uma forma de manifestação em um trabalho descrito pelo artista como um “álbum de descarrego”.

A ideia de tempestade também aparece como símbolo de movimento e transformação. Depois de acumular experiências, pensamentos e sentimentos, o artista transforma essa força em música.

Defensores da Arte do Gueto

“CUMULONIMBUS” também marca o nascimento do movimento Defensores da Arte do Gueto, idealizado por Rashid.

A iniciativa pretende criar espaços para encontros, ações e debates com pessoas que acreditam no potencial transformador da cultura e do Hip Hop.

A proposta é fortalecer vínculos, estimular conversas e reafirmar que o Hip Hop sempre foi uma experiência coletiva, construída por artistas, comunidades, produtores, ouvintes e diferentes agentes culturais.

O movimento amplia a atuação de Rashid para além do lançamento musical e propõe uma plataforma de diálogo com a próxima geração.

Rap como possibilidade de futuro

Ao revisitar os elementos fundamentais do Hip Hop, Rashid procura provocar no público a mesma sensação que experimentou no início de sua caminhada: o momento em que uma música deixa de ser apenas uma música e passa a representar uma possibilidade de vida.

“Eu tenho um compromisso com a cultura que me deu terra firme para pisar. Tudo o que construí nasceu desse encontro com o Hip Hop”, explica.

“CUMULONIMBUS” nasce desse compromisso. É um disco sobre origem, continuidade e responsabilidade, mas também sobre a necessidade de manter viva a chama que fez do rap uma ferramenta de transformação.

Rashid olha para as raízes do Hip Hop não para voltar ao passado, mas para lembrar que ainda existe muita energia capaz de mudar o futuro.

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