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A Renascença Italiana: Como a Lotto está Recuperando seu Trono no Futebol e na Moda Urbana em 2026

por CRIAA · 3 de janeiro de 2026

Poucas marcas carregam um peso cultural tão grande no futebol e no tênis quanto a Lotto. Fundada em 1973, a empresa italiana viveu seus anos de ouro entre 1990 e 2003, vestindo potências como Milan, Juventus e a Seleção da Croácia. Agora, em 2026, o ciclo se fecha: a Lotto não é mais apenas uma lembrança nostálgica, mas um player ativo que está misturando seu vasto arquivo histórico com as tendências contemporâneas de blockecore e luxo esportivo.

O movimento de retorno começou a ganhar corpo em abril de 2025, mas é agora, no início de 2026, que a “segunda juventude” da marca se torna inegável, impulsionada por uma nova gestão global e um olhar apurado para o design.

1. Dustin Canalin: O Toque da Nike no DNA Italiano

A grande virada estratégica da Lotto para 2026 foi a contratação de Dustin Canalin como diretor criativo para a linha lifestyle. Canalin, ex-diretor de arte da Nike Basketball, traz consigo a experiência de quem entende como transformar performance em cultura de rua.

Sob sua liderança, a Lotto está resgatando as silhuetas icônicas curadas no passado por nomes como Ciriano Zenon. O foco está no “heritage”: paletas de cores que misturam o verde e o vermelho clássicos com tons pastéis, cortes oversized e o uso do logotipo do duplo diamante como um selo de autenticidade e qualidade italiana.

2. O Retorno aos Gramados: Monza e AFC Wimbledon

A Lotto entende que, para ser relevante no estilo, é preciso estar presente no campo.

  • Monza (Itália): Na Série A italiana, o Monza continua sendo o principal embaixador da marca, com uniformes que para a temporada 25/26 apostaram em um visual “retro-chic” que foi um sucesso de vendas.
  • AFC Wimbledon (Inglaterra): Em um movimento estratégico de nostalgia, a Lotto voltou a vestir o Wimbledon em 2025, clube que foi icônico com a marca nos anos 90. A parceria foi renovada para 2026, mantendo a Lotto como uma marca “cult” no cenário britânico.

3. Gestão Americana, Coração Italiano

Embora a alma da Lotto permaneça em Trevignano, a força por trás do comeback vem de Nova York. A WHP Global, que adquiriu os direitos mundiais da marca, está injetando capital para a expansão no mercado norte-americano, aproveitando o “boom” do futebol nos EUA antes da Copa do Mundo de 2026. A estratégia é clara: manter a fabricação e o design com o selo de qualidade italiano, mas utilizar o marketing agressivo americano para competir com gigantes como Adidas e New Balance.

Conclusão: O Charme do Clássico

O retorno da Lotto prova que a estética do futebol dos anos 90 é atemporal. Ao unir a expertise técnica de Dustin Canalin com a história de ídolos como Ruud Gullit e Boris Becker, a marca se posiciona como a escolha perfeita para quem busca fugir do óbvio. Em 2026, vestir Lotto não é apenas usar um agasalho; é carregar um pedaço da história do esporte com a sofisticação que só o design italiano consegue entregar.

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