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Caixa Bloqueia R$ 34 Milhões do Título do Corinthians e Gera Crise no “Bicho” do Elenco

por CRIAA · 2 de janeiro de 2026

A Fiel torcida ainda comemora o título da Copa do Brasil, mas nos bastidores do Parque São Jorge, o clima é de apreensão financeira. Após receber o prêmio bruto de R$ 77,1 milhões da CBF — que após impostos tornou-se R$ 69 milhões líquidos — o Corinthians viu a Caixa Econômica Federal reter aproximadamente R$ 34,5 milhões diretamente na fonte. O bloqueio impede que o clube cumpra o acordo de repassar metade do valor ao elenco como premiação por desempenho (o famoso “bicho”).

A medida cautelar do banco tem como base contratos de 2023, assinados na gestão de Duílio Monteiro Alves, que vinculam receitas futuras como garantia para o financiamento da Neo Química Arena. Atualmente, o débito do clube com a instituição referente ao estádio gira em torno de R$ 655 milhões.

1. O Conflito de Datas: Juros de 2026 no Alvo?

O departamento jurídico do Corinthians, liderado pelo presidente Carlos Vieira, classificou a retenção como irregular. O argumento central é que a Caixa estaria utilizando uma receita de 2025 para abater juros que só venceriam ao longo de 2026.

Essa antecipação forçada de pagamentos desfalca o fluxo de caixa imediato do clube, que contava com o dinheiro para encerrar as contas de 2025 no azul e iniciar a nova temporada com fôlego para contratações. O vice-presidente Osmar Stábile está à frente das negociações para tentar a liberação imediata dos valores.

2. Impacto no Elenco e Vestiário

A situação cria um mal-estar sensível com os jogadores. O acordo era claro: 50% da premiação líquida iria para o bolso dos atletas e comissão técnica. Com o bloqueio, o Corinthians não tem como honrar esse compromisso sem tirar recursos de outras áreas vitais, como o pagamento de salários e direitos de imagem.

A diretoria tenta acalmar os líderes do elenco, garantindo que a situação será resolvida judicialmente ou via negociação direta com o Governo Federal e a cúpula da Caixa. No entanto, o atraso no “bicho” de um título tão importante pode gerar ruídos desnecessários no início da pré-temporada de 2026.

3. A Dívida da Arena: O Gargalo Eterno

O bloqueio da premiação é mais um lembrete do “abismo” financeiro que o financiamento do estádio representa para o Timão. Mesmo com propostas de quitação via títulos imobiliários e negociações de naming rights, a dívida com a Caixa continua sendo o principal entrave para que o Corinthians consiga reinvestir sua alta receita bruta integralmente no futebol.

Enquanto o clube tenta reverter a medida, a Caixa mantém a postura rígida de garantir o cumprimento dos contratos de garantias, especialmente em receitas de alta visibilidade como as premiações da CBF.

Conclusão: Vitória Judicial Necessária

Para o Corinthians, a taça da Copa do Brasil trouxe o prestígio, mas o dinheiro ainda está “preso na catraca”. A diretoria precisa de uma vitória rápida nos tribunais ou uma flexibilização do banco para manter a paz no vestiário e o planejamento de 2026 intacto. O título foi retumbante, mas as contas continuam sendo o adversário mais difícil de driblar no Parque São Jorge.

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