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Em RAP

Julgamento de Tupac começa com vídeos de Keefe D admitindo envolvimento

por CRIAA · 18 de agosto de 2026

Acusação exibe entrevistas de Keefe D no primeiro dia do julgamento pela morte de Tupac

Promotoria apresentou vídeos em que Duane “Keefe D” Davis admite ter participado da ação; defesa afirma que acusado é um mentiroso.

O julgamento de Duane “Keefe D” Davis, acusado de envolvimento na morte de Tupac Shakur, começou nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, em Las Vegas.

Considerado um dos casos não solucionados mais emblemáticos da história do Hip Hop, o processo teve como um dos principais pontos das declarações iniciais a exibição de entrevistas nas quais Keefe D teria admitido participação no ataque contra o rapper.

A promotoria apresentou ao júri gravações de conversas de Keefe D com investigadores e veículos de comunicação. Nos vídeos, ele afirma que estava presente no carro que acompanhou Tupac e Marion “Suge” Knight e que teria passado a arma para a pessoa responsável pelos disparos.

Promotoria aposta nas próprias declarações do acusado

Durante a abertura do julgamento, o promotor Binu Palal afirmou que os jurados conhecerão a suposta culpa de Keefe D por meio das provas reunidas e das próprias declarações feitas por ele ao longo dos anos.

A acusação sustenta que Davis forneceu a arma utilizada no assassinato de Tupac, ocorrido em 7 de setembro de 1996, nas proximidades da Las Vegas Strip.

Segundo os investigadores, o ataque teria sido uma retaliação depois que Orlando Anderson, sobrinho de Keefe D, foi agredido por Tupac e integrantes da Death Row Records no MGM Grand Casino, horas antes do tiroteio.

Tupac estava em um BMW dirigido por Suge Knight quando um Cadillac se aproximou e os disparos foram realizados. O rapper morreu seis dias depois, em 13 de setembro de 1996, aos 25 anos.

Defesa diz que Keefe D é um mentiroso

O advogado Michael Sanft, responsável pela defesa de Keefe D, apresentou uma versão completamente diferente durante sua declaração inicial.

Sanft afirmou que seu cliente é um mentiroso e que não teve participação na morte de Tupac. Em um dos slides exibidos pela defesa, apareceu a expressão “bullsh*t”, utilizada para questionar a credibilidade dos relatos de Davis.

O advogado argumentou que Keefe D falou sobre o caso durante 27 anos sem ser acusado formalmente pelas declarações feitas nesse período.

“Keefe era conhecido por fazer isso”, afirmou Sanft, segundo os relatos apresentados no tribunal.

A defesa também pediu que os jurados se concentrem nos fatos e alegou que a promotoria sequer conseguiria provar que Keefe D estava em Las Vegas na noite do assassinato.

Testemunhas também foram ouvidas

Além dos vídeos e entrevistas, o júri ouviu a testemunha Ingrid Stokes, que teria informações relacionadas ao caso.

Também prestou depoimento o ex-policial de Las Vegas Garry Dale, responsável por abordar o carro de Suge Knight e Tupac antes do ataque por causa da ausência de uma placa de identificação.

A abordagem aconteceu pouco antes do tiroteio e integra a sequência de acontecimentos analisada pela acusação.

Keefe D pode ser condenado à prisão perpétua

Keefe D, atualmente com 63 anos, responde por uma acusação de homicídio com arma mortal, com a alegação de que o crime teria sido cometido para promover, apoiar ou auxiliar uma gangue criminosa.

A promotoria não precisa necessariamente provar que Davis efetuou os disparos. O foco do processo está em demonstrar se ele participou da organização do ataque e forneceu a arma utilizada no crime.

O julgamento deve durar até seis semanas. Caso seja condenado, Keefe D poderá receber pena de prisão perpétua.

No primeiro dia do julgamento, a acusação colocou as próprias palavras de Keefe D no centro do caso — enquanto a defesa tenta convencer o júri de que elas nunca foram confiáveis.

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