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Em RAP

Matuê celebra aniversário de dois álbuns bilionários: “333” e “Máquina do Tempo”

por CRIAA · 11 de setembro de 2026

Matuê consolida posição de maior artista do trap brasileiro ao celebrar esta semana aniversário de dois álbuns que definiram sua trajetória e redimensionaram o que é possível em termos de impacto e alcance no gênero. “Máquina do Tempo” completa seis anos nesta quinta-feira (10 de setembro), enquanto “333” faz dois anos nesta quarta (9 de setembro). Ambos os projetos ultrapassaram a marca histórica de um bilhão de plays no Spotify, consolidando Matuê como único artista de trap a conquistar esse feito em dois álbuns distintos.

A trajetória de Matuê através desses dois projetos representa evolução clara de um artista que começou desenvolvendo linguagem através de singles e a transformou em dois discos que se tornaram pilares da sonoridade contemporânea do trap brasileiro. “Máquina do Tempo” marcou seu debut em projeto de maior fôlego, consolidando identidade própria que o diferenciava no cenário musical. Seis anos depois, “333” expandiu essa proposta através de exploração de sonoridade mais experimental e reflexiva.

“Máquina do Tempo” quebrou recordes já em sua estreia. Com 4,6 milhões de execuções nas primeiras 24 horas, o álbum conquistou o melhor desempenho de estreia da história do Spotify Brasil naquele momento. O desempenho refletiu-se em todas as faixas: cinco músicas apareceram entre as dez mais ouvidas no Brasil enquanto todas as sete canções do disco entraram no Top 15 da plataforma. “Máquina do Tempo” alcançou a posição número um, seguida por “777-666” em terceiro, “Cogulândia” em quarto, “Antes” em sexto, “É Sal” em sétimo, “Gorila Roxo” em oitavo e “Vem Chapar” em décimo quarto.

A repercussão transcendeu fronteiras brasileiras. Três músicas do álbum entraram simultaneamente no chart global do Spotify em posições significativas: “Máquina do Tempo” em 114º lugar, “777-666” em 153º e “Cogulândia” em 188º. Todas as faixas figuraram no Top 200 global. Em Portugal especificamente, todas as sete canções do disco apareceram no Top 200 local, consolidando presença de Matuê além das fronteiras nacionais.

A estratégia de lançamento de “Máquina do Tempo” refletiu entendimento de Matuê sobre importância de conectar música a movimento urbano e narrativa visual. O artista passou oito meses afastado completamente das redes sociais, criando expectativa massiva entre fãs e gerando especulação sobre seu retorno. Sem qualquer aviso prévio, uma transmissão de apenas um minuto foi iniciada em seu perfil do Instagram. Captado por um drone, o vídeo mostrou Matuê no topo de um prédio em São Paulo, enquanto a fachada coberta por pintura apresentava pela primeira vez a identidade visual completa de “Máquina do Tempo”.

Seis anos depois, em 2024, Matuê conquistou ainda mais impacto com “333”. Lançado independentemente pela 30PRAUM, o trabalho consolidou definitivamente Matuê como o maior nome do trap nacional no Spotify. O álbum foi executado mais de 16 milhões de vezes somente em suas primeiras 24 horas no ar, superando o desempenho inicial de “Máquina do Tempo” em termos absolutos. Todas as 12 músicas chegaram ao Top 50 do Spotify Brasil, com destaque especial para “Crack com Mussilon”, que somou mais de 1,45 milhão de streams em 24 horas, estabelecendo novo recorde para o trap brasileiro naquela época.

O contexto de “333” refletiu preocupação artística mais profunda. Matuê propôs questionamento sobre sua posição como artista: a dualidade de estar no “topo” para os fãs enquanto se sentia simultaneamente exposto e vulnerável diante do público. Para materializar essa dualidade, uma estrutura de quinze metros de altura foi instalada no Vale do Anhangabaú em São Paulo. Nela, Matuê permaneceu em silêncio completo durante três horas e 33 minutos. Ao fim desse período, seu aguardado segundo disco de estúdio, “333”, foi lançado para o mundo.

Em 2026, “Máquina do Tempo” segue como referência ativa na cena de rap nacional. O álbum continua entre os projetos mais escutados do país, atualmente ocupando 30º lugar no ranking semanal de Top Álbuns do Spotify Brasil. O projeto acumula 1,3 bilhão de plays desde seu lançamento seis anos atrás. A faixa-título do álbum ocupa nesta semana a 47ª posição do Top 50 músicas da plataforma e acumula impressionante total de 1.039 dias consecutivos no Top 200 do Spotify.

“333” conquistou reconhecimento ainda mais massivo através do sistema de certificações da Pro-Música Brasil. O projeto recebeu certificação de Diamante, coroando uma das eras mais icônicas do rap nacional. Particularmente notável é o fato de que todas as 12 faixas do projeto receberam certificações individuais, batendo o recorde histórico de faixas com certificação Diamante em um único álbum de rap no Brasil. As certificações individuais incluem “Crack com Mussilon” como Diamante Triplo, “Imagina Esse Cenário” como Diamante Duplo, “Isso É Sério” como Diamante Duplo, e dez outras faixas com certificação Diamante individual.

Atualmente, “333” encontra-se na 25ª posição do ranking de Top Álbuns do Spotify Brasil desta semana, demonstrando permanência significativa em charts mesmo dois anos após lançamento. O desempenho do álbum não apenas confirmou posição de Matuê como principal artista do trap nacional, mas transformou o projeto em referência obrigatória para entendimento do estado contemporâneo do gênero no Brasil.

O fato de Matuê ser único artista de trap a conquistar dois álbuns com um bilhão de plays cada oferece perspectiva clara sobre sua importância para consolidação da modalidade como força dominante no mercado de música brasileira. Ambos os projetos representam momentos distintos de um artista em evolução contínua, cada um marcando era específica onde Matuê expandiu os limites do que era possível fazer com trap no Brasil.

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