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O manifesto de Benito: O detalhe político no palco de Bad Bunny que a transmissão americana tentou não focar

por CRIAA · 9 de fevereiro de 2026

O intervalo do Super Bowl LX não foi apenas um show de música; foi uma declaração de soberania cultural. Bad Bunny (Benito Antonio Martínez Ocasio) entregou 13 minutos de uma performance vibrante que transformou o campo em um pedaço vivo de Porto Rico. Com participações de peso e uma cenografia carregada de simbolismo, o artista provou que o topo do mundo hoje fala espanhol.

1. O Canavial e a Casita: Cenografia com Propósito

A apresentação começou em um cenário que remetia aos campos de cana-de-açúcar, uma homenagem ao trabalho histórico dos jíbaros porto-riquenhos.

  • A Transição: O palco evoluiu para uma casita colorida, recriando uma festa de rua (marquesina) típica da ilha.
  • Presença VIP: Estrelas como Pedro Pascal, Cardi B, Karol G e Jessica Alba não estavam lá apenas para assistir; eles se integraram à coreografia, simulando uma grande celebração comunitária.

2. Colaborações de Outro Planeta

Os convidados musicais elevaram o nível da noite.

  • Lady Gaga: Em um momento inesperado, Gaga surgiu para uma versão salsa inédita de “Die With a Smile”, dançando com Benito em um cenário de casamento latino.
  • Ricky Martin: O encontro de gerações aconteceu em “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, canção que aborda temas sérios como gentrificação e o impacto do turismo desenfreado na ilha.

3. O Protesto Silencioso e o Grand Finale

Bad Bunny não fugiu de temas políticos. Durante a performance de “El Apagón”, a cenografia simulou transformadores de energia estourando, uma crítica direta à crise elétrica constante em Porto Rico. Ele encerrou a noite com o hino “DTMF” (do álbum vencedor do Grammy Debí Tirar Más Fotos), deixando uma mensagem poderosa nos telões: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.

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