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Taça dos Povos Indígenas reunirá 48 etnias em torneio histórico

por CRIAA · 1 de agosto de 2025

⚽ ESPORTE COMO INSTRUMENTO DE RESISTÊNCIA

Em 2025, o Brasil será palco de um marco histórico: a primeira edição da Taça dos Povos Indígenas, reunindo mais de 2400 atletas de 48 etnias de todas as regiões do país. Muito além de um torneio de futebol, o evento será uma plataforma de visibilidade, intercâmbio cultural e formação política, organizada pela produtora Four X Entertainment, com curadoria esportiva e social em diálogo com lideranças indígenas.

A competição nasce com o propósito de valorizar as múltiplas expressões indígenas através do esporte. Ao reunir times de diferentes territórios, a Taça promove não apenas o futebol como linguagem comum, mas também o fortalecimento da identidade de cada povo participante. É esporte como ferramenta de pertencimento, afirmação e protagonismo.


🎓 FUTEBOL + FORMAÇÃO = POTÊNCIA INDÍGENA

Durante a Taça, não haverá apenas partidas. A programação inclui oficinas formativas, palestras e atividades de capacitação voltadas a atletas, treinadores, lideranças e jovens indígenas. Os temas vão de saúde e meio ambiente a direitos no esporte, passando pela estruturação de carreiras e políticas públicas de fomento ao talento indígena nos esportes.

A Taça nasce para ser muito mais do que um campeonato, mas uma plataforma de fortalecimento dos povos indígenas dentro e fora do esporte”, afirmou Líbia Miranda, diretora executiva da Four X Entertainment. Com esse olhar, o torneio se transforma em um verdadeiro território de formação e articulação, capaz de impactar futuras gerações dentro e fora das aldeias.


🌎 48 ETNIAS, UM SÓ BRASIL

Com representações de todas as regiões do país, a Taça dos Povos Indígenas é também uma celebração da diversidade cultural do Brasil profundo. Cada jogo será uma vitrine de resistência ancestral, estratégia tática e expressões coletivas que se desdobram além das quatro linhas.

Do alto do campo, a bola vai rolar com o mesmo peso simbólico de uma maraca: ancestralidade em movimento, em busca de espaço, visibilidade e respeito. É o tipo de iniciativa que redefine o que significa competir, propondo novos modos de ver o futebol como elo entre tradição, futuro e justiça.


Por que isso interessa?

Porque a Taça dos Povos Indígenas ressignifica o futebol como ferramenta de transformação social. Ela mostra que o esporte pode e deve ser território de escuta, formação e protagonismo para populações historicamente silenciadas. É também um alerta para o Brasil se reconhecer inteiro — com seus povos, culturas e saberes.

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