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Tunísia chega à Copa do Mundo FIFA 2026 querendo superar campanha de 1978

por CRIAA · 10 de junho de 2026

Hannibal Mejbri vale € 16 milhões e carrega no nome a missão de uma geração tunisiana que chegou para ser levada a sério.

O meia revelado pelo Manchester United, hoje no Burnley, é o maestro de uma seleção que chega ao Grupo F da Copa do Mundo FIFA 2026 ao lado de Japão, Holanda e Suécia. Grupo difícil. Exatamente o tipo de grupo que coloca uma seleção africana no radar ou a apaga do mapa antes do segundo jogo.

Um elenco construído no futebol europeu

O elenco da Tunísia soma € 67,5 milhões em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt. O número importa menos pelo valor em si e mais pelo que representa: jogadores formados ou circulando em Celtic, Eintracht Frankfurt, St. Pauli, SC Braga, Lecce. A geração que ficava no Maghreb agora joga nos mesmos campeonatos que as seleções favoritas ao título.

Além de Hannibal, a seleção conta com Sebastian Tounekti pelo lado direito, Ellyes Skhiri na contenção e Firas Chaouat como referência no ataque. Montassar Talbi e Ismaël Gharbi somam outros € 14 milhões em potencial defensivo e criativo.

O jogo que a Tunísia quer jogar

O técnico Sabri Lamouchi alterna entre o 5-4-1 e o 4-2-3-1, com linhas compactas, marcação organizada e transições rápidas pelas laterais. Não é o futebol que vai dominar a bola das seleções favoritas. É o futebol que vai fazer as seleções favoritas errarem.

A melhor campanha da Tunísia em Copas do Mundo foi em 1978, quando terminou na 9ª colocação geral. Esta será a sexta participação do país em Mundiais. Quase 50 anos depois, o grupo é mais difícil, o elenco é mais valorizado no mercado internacional e a proposta tática é mais definida do que em qualquer edição anterior.

A RAPGOL acompanha as seleções que jogam fora da narrativa principal porque o futebol real raramente acontece onde os holofotes estão apontados. A Tunísia é uma dessas seleções.

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